Semana de Estudos

Semana de Estudos-ACR

2009 – De 23 a 27 de Agosto

«Os Caminhos para uma nova harmonia social e ambiental»

Carta aos grupos>> Carta_aos_grupos_Seman_de_Estudos

  • Razões históricas para o actual contexto mundial;
  • As dimensões do problema a nível global e local;
  • Experiências e testemunhos de atitudes construtivas.

O tempo de férias aproxima-se! Se temos a felicidade de as poder gozar, então vamos aproveitá-las da melhor maneira possível… Vamos guardar um pouco desse nosso tempo para vivermos de forma intensa os ideais do Movimento: viver em grupo, partilhar experiências, sentir que juntos temos mais coragem para colaborar nas mudanças que este mundo precisa.

Individualmente ou em grupo empenhemo-nos na  mobilização  de outras pessoas que poderão vivenciar estes dias de lazer, convívio e também de  alguma reflexão e descoberta de experiências inovadoras.

Na continuidade de reflexões que temos vindo a realizar em alguns momentos da Vida da ACR propomo-nos nesta Semana reflectir  um pouco sobre a seguinte temática : “Caminhos para uma nova  harmonia social e ambiental” : Razões para o actual contexto global e local; Dimensões do problema a nível global e local; Experiências e testemunhos de atitudes positivas.

Conforme já foi pedido deve cada grupo  elaborar um cartaz sobre o trabalho desenvolvido, o qual será exposto durante o Conselho Diocesano e durante a Semana de Estudos.

Dina Franco

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PARTILHAR- por um Mundo mais Justo

Conclusões da 33ª Semana de Estudos da Acção Católica Rural do Patriarcado de Lisboa

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Durante cinco dias ouvimos, conversámos, reflectimos em conjunto e constatamos que:

1)       Nunca houve tanta riqueza no mundo como nos dias de hoje, mas o número de pobres continua a ser assustador. A sociedade em geral e os cristãos em particular não podem ignorar esta realidade e sobre a qual é importante agir.

2)       A pobreza afecta, em maior ou menor grau, a generalidade dos países, e as suas causas estão relacionadas com (in)capacidade de organização. A existência ou não de organização pode ser vista a diferentes níveis que vai do pessoal, ao familiar, à comunidade, ao país e ao nível mundial. Da mesma forma, a compreensão e discussão de soluções para a pobreza pode e deve ser encarada nesses diferentes níveis ou escalas de actuação.

3)       O actual estilo de vida dos países mais ricos tem sido efectuado muitas vezes à custa dos países mais pobres. Em muitos casos, o chamado progresso económico e tecnológico é efectuado sem atender às consequências sociais e aos efeitos sobre o ambiente, consumindo de forma irracional os recursos do planeta no seu todo e comprometendo a própria vida humana no presente e no futuro.

4)         O modelo económico actual permite esquemas subversivos do seu próprio funcionamento, como seja o uso e abuso da especulação. Assim, os que possuem mais dinheiro usam-no para reter armazenados bens essenciais à vida de outros, encarecendo, no curto e longo prazo, bens alimentares e outros, contribuindo para o agravamento da pobreza e do fosso entre os países mais ricos e os mais pobres.

5)       A economia solidária tem que ser reinventada. De facto, já existe por todo o mundo experiências positivas muito significativas que procuram contrariar a lógica consumista e imediatista que vem sendo adoptada desde o século passado. A capacidade crítica é cada vez mais necessária para não nos deixarmos envolver pelas teias que a publicidade e os esquemas montados pelos grandes grupos nos querem incutir, com promessas de vida e felicidade fácil.

6)         Um novo século estamos a viver, e novas soluções são necessárias. Pertencemos ao maior movimento mundial, mas não estamos conscientes disso porque ainda não estamos suficientemente organizados. Pertencemos ao movimento social dos que acreditam na solidariedade e na importância de revermos os nossos estilos de vida, para que outros possam de facto melhorar as suas condições de vida…A relação entre diminuição da pobreza e a protecção do ambiente e dos recursos naturais é um facto sobre o qual temos vindo a ganhar consciência, e que nos interpela individualmente e enquanto sociedade.

7)       Os recursos do planeta não são suficientes para manter o padrão de vida das sociedades de consumo e em simultâneo erradicar a pobreza nos países africanos e asiáticos. Mudar é preciso, reciclar é importante, racionar é necessário, reinventar é urgente.

Denúncias que queremos efectuar:

– apenas um quinto do capital existente no mundo é utilizado para produzir riqueza, o restante é usado em negócios especulativos;

– alguns progressos tecnológicos, como seja o cultivo de produtos transgénicos, apresentam enormes prejuízos sociais e ambientais. Grande parte dos consumidores não tem sequer conhecimento dessa situação.

Alguns projectos/ideias que queremos ajudar a ampliar:

– a rede de estabelecimentos do comércio justo e de produtos biológicos;

– a rede de Movimentos e Associações que promovem o desenvolvimento integrado e o equilíbrio ambiental;

– a rede de grupos/instituições de voluntariado nos mais diversos sectores, como seja na área do consumo, da habitação, e de combate contra a exclusão e contra a pobreza.

Conclusão de compromisso:

Não podemos baixar os braços na resignação. O trabalho a fazer é muito, e cada um de nós pode fazer um pouco, ou até muito. Pode, nomeadamente, participar e promover ‘este movimento social’, favorecendo a coerência entre os valores (justiça, equidade, solidariedade…) e a vida, e torná-lo mais visível e dinâmico. Comunicar é preciso!

Casa do Oeste, 8 de Agosto de 2008

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