Conselho Diocesano

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A ACR vai ter o seu Conselho Diocesano no dia 19 de Julho. Será na Casa do Oeste.

O tema de reflexão é a crise actual e a forma como a ACR procura ou pode procurar caminhos para uma melhor harmonia entre os Homens. É também para nós este grande desafio. No fundo todos temos responsabilidades nesta crise: na forma como nos comportámos uns com os outros, nos interesses que defendemos no dia a dia, no egoísmo que está presente em múltiplas atitudes individuais e de grupo, na própria forma como nos relacionamos, por exemplo, com o ambiente… Tudo isto podemos analisar com espírito crítico, à luz do Evangelho e descobrir outras formas de procedimento, outros critérios e valores. O papel de cada um (também na procura de soluções) é fundamental.

A par desta reflexão, o Conselho diocesano tem também o objectivo de avaliar o trabalho desenvolvido ao longo do ano e, consequentemente, elaborar propostas ou sugestões no sentido de promover uma acção mais eficaz por parte do Movimento através dos seus grupos e equipa diocesana. É, pois, importante a presença dos militantes nesta actividade para a qual convidámos especialmente o Senhor Cardeal Patriarca D. José Policarpo.

Tiago Isabel

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2008 – Conclusões

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Decorreu no passado dia 6 de Julho o Conselho Diocesano com o objectivo de reflectir sobre as linhas de orientação aprovadas na Assembleia do ano anterior e verificar se elas se mantêm actualizadas, programando acções quer dos grupos quer da equipa para as continuar a concretizar.

1. Preparação: Como preparação deste conselho foi enviado aos grupos um documento de reflexão que nos alertava para os novos desafios que se colocam ao Movimento, perante uma sociedade que leva ao consumismo exagerado, à falta de poupança, ao enorme fosso entre ricos e pobres, ao crescimento da pobreza, aos desequilíbrios ambientais.

2. Reflexão do Conselho: No Conselho foi possível alargar esta reflexão com a ajuda da Drª Elvira Pereira que nos veio falar de um estudo que está a realizar sobre a pobreza no nosso país. Um debate com muita participação, onde cada um pôde dar o seu contributo para a reflexão.

a) – Foi salientado que nunca vivemos com tanta abundância, mas ao mesmo tempo havendo tanta pobreza. Produzimos muitos bens não duráveis e que geram imenso desperdício, depauperando os recursos e consumindo imensa energia.

b) – Consumimos cada vez mais bens supérfluos  ou com valor de “status”.

Salientou que hoje as situações  de pobreza são muito complexas e não é fácil detectá-las. A pobreza pode-se subdividir em diversos tipos consoante os rendimentos e privações, sendo mais preocupante o grupo de pobres em que o rendimento é insuficiente havendo por isso privações materiais.

c) – No trabalho a desenvolver para minorar as situações de pobreza há que saber bem, onde estamos, para onde queremos ir e o como lá chegar. Para finalizar foi salientado que o trabalho a desenvolver com os pobres não é simples porque as situações sendo complexas exigem muitas vezes respostas também elas complexas, para se atingir a dignificação das pessoas.

3.   Planificação:  Depois desta reflexão, o Conselho foi chamado a planificar o trabalho nos grupos e ao nível diocesano tendo por base as linhas de orientação definidas.

Linhas de Orientação:

  • Promover a cultura da igualdade – entre todos os seres humanos, – com a natureza e todos os seres;
  • promover a cultura dos limites  – relativização dos projectos de vida pessoal, familiar, profissional, – prática de decisões favoráveis ao “ambiente natural” e ao “ambiente humano”.

4. Se a reflexão teve o contributo de muitos o planificar acções concretas para o agir tornou-se mais difícil. Todos sentimos que somos poucos e a disponibilidade nem sempre é muita. No entanto acabamos por nos aperceber que se ao nível dos grupos não fazemos muitas acções, acabamos por o fazer ao nível individual.

Foi, pois, salientado que a grande maioria dos membros dos grupos de base participa em outras  estruturas e grupos. Foi referido que este ano o encontro de aprofundamento da fé nos chamou a atenção para os problemas da pobreza e o papel dos cristãos no combate à mesma em colaboração com outros que já estão no terreno.

Foi assim pedido aos grupos que reflictam o que cada um individualmente está a fazer nesta área. Que os grupos colaborem mais com outros que já trabalham neste área e tenham em conta as orientações do Movimento introduzindo no trabalho com os pobres não somente o dar o pão mas o esforço para solucionar o problema que cria a situação de pobreza. Foi pedido aos grupos que façam chegar à Equipa Diocesana as dificuldades concretas que são detectadas neste trabalho que é complexo para que se possa levar por diante uma acção de formação que dê respostas concretas.

Acção de Formação que ajude a enfrentar estas situações complexas. Será também nosso papel convidar outros fora do Movimento a dar as suas opiniões para esta acção de formação e convidá-los depois a participar.

A ACR terá também de ser uma plataforma de cooperação onde muitos cristãos se poderão encontrar para em conjunto prosseguir as tarefas que nos são exigidas.

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