XXXVI Semana de Estudos

16 08 2011

De 1 a 5 de Agosto decorreu a Semana de Estudos, uma organização da ACR , na Casa do Oeste onde trinta duas pessoas entre adultos e crianças puderam reflectir sobre o papel de cada um na mudança sempre necessária para responder aos desafios que a sociedade constantemente nos lança.

No primeiro dia os participantes foram chamados a reflectir sobre o contributo individual na construção do colectivo. Para ajudar a esta reflexão foi convidado, José Manuel Paz, um dos impulsionadores do centro de desenvolvimento social do Landal. Contou-nos sobretudo a sua experiência no desenvolvimento deste centro e como o seu crescimento foi possível porque o colectivo  sempre esteve atento às necessidades da população local e às oportunidades que sempre surgem.  Tomou-se consciência de que para se fazer alguma coisa tem de haver dinâmica de grupo, os cargos de chefia devem ser rotativos para que  haja participação e não caciquismo.  O sentido da responsabilidade  e participação deve começar em casa. Para se alargar a participação a mais gente devemos começar por um processo de envolvimento quer da família quer dos amigos e vizinhança.

No  segundo dia de reflexão abordou-se o tema construir uma sociedade menos desigual e mais solidária. Para desenvolver esta reflexão esteve presente Brandão Guedes que fez uma breve análise da situação económica actual e de como se chegou aqui. Foi dito que fomos educados/formatados na ideia de que o progresso era ilimitado. O que verificamos é que o futuro será pior que o hoje.  A economia hoje é vincadamente financeira, faz-se dinheiro com dinheiro. Este crescimento económico leva  à rotura ambiental que pode criar grandes dificuldades à espécie humana. Verificam-se ameaças culturais porque hoje tudo é mercantilizado, tudo tem valor monetário  pois se vende e se compra.  Há uma cultura que leva à idolatria do corpo e do prazer – o hedonismo – que leva ao desenvolvimento do individualismo e ao desprezo pelo espaço e bens públicos. Teremos que criar alternativas a este estado de coisas  pelo que teremos de procurar viver bem, com menos, ser mais solidário. Teremos de criar uma sociedade onde haja supremacia do poder político sobre o económico e que  leve  ao aumento da participação das pessoas.  Desenvolver a distribuição da riqueza o que supõe a negociação colectiva. Numa sociedade mais solidária a educação é fundamental para que a pessoa seja um sujeito com direitos e deveres.  Uma sociedade mais solidária supõe que seja criada uma organização internacional que tenha legitimidade para coordenar e exigir.  Terá de haver um papel mais activo do cidadão a nível local e internacional e organizada.

No terceiro dia o grupo fez uma visita ao Centro  de desenvolvimento social do Landal-Caldas da Rainha, onde se pôde observar todo o trabalho que este centro tem desenvolvido em prol das populações e do desenvolvimento local.

O  último dia foi aproveitado para fazer a avaliação da semana e celebrar a mesma com a Eucaristia onde foram reafirmados compromissos individuais de participação na construção do colectivo.


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