PASSADO, PRESENTE e FUTURO

17 10 2009

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Quer se queira quer não, para muitos de nós mais velhos, a Casa do Oeste, que está muito presente no nosso imaginário, é ainda aquela casa com dois pavilhões de madeira. que, no auge da nossa vida activa, desempenhou um papel determinante no nosso crescimento como cristãos e como cidadãos dum País que gritava por reformas profundas a vários níveis.

O amor e o sentido de posse que temos da Casa do Oeste tem muito a ver com o que, então nela investimos, a nível de tempo, de trabalho, de dedicação, de dinheiro e de produtos da terra, sem esquecer que foi nela que vimos os nossos filhos crescerem como homens e mulheres de corpo inteiro, manifestados nos valores que balizam hoje as suas vidas.

A construção do edifício da Casa do Oeste que ocorreu há pouco mais de uma dúzia de anos, e que veio a substituir os pavilhões de madeira, já não teve para nós, o memo significado que os primeiros tiveram. Isto é perfeitamente natural, até porque o investimento feito por nós, pelos Movimentos da Acção Católica e pelos Amigos da Casa, chegou provavelmente para pouco mais da metade do custo total da obra.

Em relação às novas obras de remodelação e ampliação da Casa do Oeste que, agora, se iniciaram, as ofertas dos militantes dos Movimentos, dos Amigos da Casa e da Fundação João XXIII/Casa do Oeste, não corresponderão a mais de 35 a 40% do seu custo total.

Por outro lado, as exigências legais que são colocadas, a nível dos alojamentos e dos equipamentos e as condições que são impostas pela autoridade da segurança alimentar. no que se refere à qualidade dos alimentos e aos espaços onde são confeccionados e servidas as refeições, não são comparáveis às dos ano 70/80. Isto implica, inevitavelmente novas regras de gestão que não se compadecem com poupanças deprimentes ou com saudosismos paralisantes.

Tudo isto faz com que todos tenhamos que fazer um grande esforço, no sentido de nos convencermos de que ninguém é mais, porque o outro passou a ser menos dono da Casa do <oeste, tendo em conta que, a enorme percentagem de dinheiros públicos que pensamos a vir a ser possível obter para a sua construção, por via da nossa candidatura a programas específicos, retira-nos esse título. O que é exigido à actual Comissão de Gestão é que seja cuidadosa e prudente no governo da Casa, e tenha uma visão alargada das funções que estão na sua origem e do papel determinante que continua a ter na promoção e na valorização do povo rural, não esquecendo que ela, pelo menos em boa parte, deixou de ser uma Casa construída por muitos para servir a todos, mas mais: a ser uma Casa construída por todos para servir a todos.

Jacinto D. Filipe


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