FESTA DAS COLHEITAS NA CASA DO OESTE

19 10 2009

PA180050Os movimentos rurais da Acção Católica (ACR, JARC e ACN) reuniram umas centenas de pessoas vindas da Região Oeste, mas também de diversos pontos do país: Lisboa, Santarém, Viana do Castelo, Porto, Aveiro, etc….

Marcaram presença as Equipas Nacionais da JARC – Juventude Agrária e Ruram Católica e da ACR – Acção Católica Rural dos Adultos.

Foi um dia de festa, de solidariedade, de partilha com os produtos da terra e compromisso com a oferta dos programas de actividades dos grupos levados  ao Altar na Eucaristia presidida pelo Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, D. Carlos Azevedo, que proferiu a sua homilia a propósito.

Para ler a homilia de D. Carlos Azevedo>>Homilia Domingo 29 B [pdf]






PASSADO, PRESENTE e FUTURO

17 10 2009

amp

Quer se queira quer não, para muitos de nós mais velhos, a Casa do Oeste, que está muito presente no nosso imaginário, é ainda aquela casa com dois pavilhões de madeira. que, no auge da nossa vida activa, desempenhou um papel determinante no nosso crescimento como cristãos e como cidadãos dum País que gritava por reformas profundas a vários níveis.

O amor e o sentido de posse que temos da Casa do Oeste tem muito a ver com o que, então nela investimos, a nível de tempo, de trabalho, de dedicação, de dinheiro e de produtos da terra, sem esquecer que foi nela que vimos os nossos filhos crescerem como homens e mulheres de corpo inteiro, manifestados nos valores que balizam hoje as suas vidas.

A construção do edifício da Casa do Oeste que ocorreu há pouco mais de uma dúzia de anos, e que veio a substituir os pavilhões de madeira, já não teve para nós, o memo significado que os primeiros tiveram. Isto é perfeitamente natural, até porque o investimento feito por nós, pelos Movimentos da Acção Católica e pelos Amigos da Casa, chegou provavelmente para pouco mais da metade do custo total da obra.

Em relação às novas obras de remodelação e ampliação da Casa do Oeste que, agora, se iniciaram, as ofertas dos militantes dos Movimentos, dos Amigos da Casa e da Fundação João XXIII/Casa do Oeste, não corresponderão a mais de 35 a 40% do seu custo total.

Por outro lado, as exigências legais que são colocadas, a nível dos alojamentos e dos equipamentos e as condições que são impostas pela autoridade da segurança alimentar. no que se refere à qualidade dos alimentos e aos espaços onde são confeccionados e servidas as refeições, não são comparáveis às dos ano 70/80. Isto implica, inevitavelmente novas regras de gestão que não se compadecem com poupanças deprimentes ou com saudosismos paralisantes.

Tudo isto faz com que todos tenhamos que fazer um grande esforço, no sentido de nos convencermos de que ninguém é mais, porque o outro passou a ser menos dono da Casa do <oeste, tendo em conta que, a enorme percentagem de dinheiros públicos que pensamos a vir a ser possível obter para a sua construção, por via da nossa candidatura a programas específicos, retira-nos esse título. O que é exigido à actual Comissão de Gestão é que seja cuidadosa e prudente no governo da Casa, e tenha uma visão alargada das funções que estão na sua origem e do papel determinante que continua a ter na promoção e na valorização do povo rural, não esquecendo que ela, pelo menos em boa parte, deixou de ser uma Casa construída por muitos para servir a todos, mas mais: a ser uma Casa construída por todos para servir a todos.

Jacinto D. Filipe





FESTA DAS COLHEITAS – CASA DO OESTE

14 10 2009

Ampliacao
FESTA DAS COLHEITASCASA DO OESTE
PRÓXIMO DOMINGO, DIA 18 DE OUTUBRO
NÃO FALTE E TRAGA OS FAMILIARES E AMIGOS
VENHA VER E APOIAR AS OBRAS DE AMPLIAÇÃO DA CASA DO OESTE
Um abraço das
direcções da a ACR, da JARC e da Fundação João XXIII





FESTA DAS COLHEITAS – 18 de Outubro

3 10 2009

Publicação2revA Festa das Colheitas celebra a gratidão no fim do ano agrícola e o início,  arranque, do novo ano apostólico para os
Movimentos (JARC, ACR e ACN).

Para nós tem sido sempre um dia da solidariedade e da partilha; por isso também um dia da alegria pela oportunidade de encontro, convívio e colaboração com a Casa do Oeste.

O convite que aqui deixo é o de que marquemos esta data na nossa agenda e participemos nesta Festa aproveitando este dia especial.

Estamos de acordo que a Casa do Oeste tem sido um espaço grandioso de formação e crescimento na vida dos militantes e de muitos amigos que nos cercam. É, pois, em alturas como esta que ela precisa da nossa presença, da nossa partilha, da nossa alegria. Vamos abraçar os amigos dos Campos de Férias e da Semana de Estudos, vamos rever a Casa e as novas obras que já começaram. Vamos aproveitar tudo isso e fazer as nossas compras na «Praça da Casa do Oeste». Vamos ainda, até lá, contactar os nossos amigos e conhecidos – gente solidária – e convidá-los a estar na festa e ainda a partilhar alguns géneros para serem vendidos nesse dia , na nossa «praça/mercado» de frutas e legumes, doces e tantas outras coisas..

Tiago Isabel





OBRAS DE AMPLIAÇÃO DA CASA DO OESTE

26 09 2009

casa_oeste_projecto

Quando metemos as mãos ao arado é para lavrar.

Esta obra faz-me lembrar permanentemente o nosso querido amigo Cardeal Ribeiro, Patriarca de Lisboa, que no dia da Festa da Bênção do actual edifício,  26 Outubro de 1997,  na hora da despedida, no caminho para o carro, me dizia: “Agora, Pe. Batalha prepare-se para o novo edifício aqui em baixo!”. Ainda nós não sonhávamos já ele o previa.

E ei-lo aí !!!… a começar. Uma dúzia de anos depois.

Portanto, mãos à obra ! Quem foi capaz de fazer o que fizemos, também somos capazes de levar a cabo esta obra. É certo que os tempos são outros. Por isso novas formas também temos de inventar. Mas a vontade mantém-se firme. Contamos com todos, segundo as posses de cada um.

Comunhão e partilha, solidariedade e alegria foram e continuam a ser as energias dinamizadoras, com o espírito do Bom Papa João XXIII.

P. Batalha





É POSSÍVEL A ESPERANÇA

5 09 2009

34ª SEMANA DE ESTUDOS RURAIS

“CAMINHOS PARA UMA MAIOR HARMONIA SOCIAL E AMBIENTAL”

“É possível a Esperança”

Na Casa do Oeste, em Ribamar da Lourinhã, a Acção Católica Rural congregou 56 participantes na 34ª Semana de Estudos Rurais (de 23 a 27 de Agosto/2009) com o objectivo de procurar “Caminhos para uma maior harmonia social e ambiental”. A economista, Manuela Silva, aprofundou as razões históricas do actual contexto mundial, as dimensões do problema ao nível do nosso País; as repercussões e desafios que se colocam ao nível local nas suas diferentes dimensões: social e ambiental, económica e política…

Abriu portas para compreendermos a economia e a sociedade do nosso mundo em mudança. Apresentou algumas chaves de leitura sobre as transformações, factores e elementos da sua dinâmica. Procurou também identificar alguns instrumentos que nos habilitem a contribuir para uma transformação desejável que vá no sentido da justiça, da paz, da fraternidade, dos grandes valores evangélicos que nos movem.

Os factores apontados foram: a população sempre crescente; a sua mobilidade com a emigração; o desenvolvimento de níveis de riqueza muito desigual, perante o cenário da fome. Ora a desigualdade gera tensões e conflitos potenciais. Se nada se fizer para contrariar esta tendência, nós podemos esperar por uma era de tensões e violência, de que já temos sinais. Eis aqui um desafio importante.

Abriu-nos algumas pistas:

- Perante a economia global é necessário criar uma autoridade que melhore o sistema financeiro e que oriente o desenvolvimento para ultrapassar a onda liberal.

-É necessário que todos colectivamente comecemos a pensar na democratização da economia, porque é ela que de alguma maneira comanda e determina a própria organização da sociedade e a nossa vida colectiva e pessoal. É pois indispensável que se mude o conceito de “empresa”, que deixe de ser fundamentalmente um capital de que os gestores têm que dar conta maximizando o lucro, mas seja uma actividade social de que os gestores têm de dar conta simultaneamente aos trabalhadores, aos accionistas,  aos seus clientes, aos seus fornecedores e à sociedade como um todo onde a empresa está implantada e em que o capital humano também seja tido em conta.

A última encíclica do Papa também já fala em democratizar a economia. Fazendo uma análise aos problemas: a globalização, as desigualdades, os modelos de desenvolvimento, consumismo, etc… traz propostas concretas quer da regulação do sistema mundial, quer a nível local e novas figuras de empresa: empresas de comunhão, sociais, solidárias…

- Quanto ao desenvolvimento local, há um espaço de intervenção, que organizado pode trazer novas formas de bem-estar, propiciar outro tipo de empresas e pode desenvolver iniciativas, empreendedorismos que permitam satisfazer as novas necessidades para as quais esta economia globalizada não dá resposta.

É preciso começar pela base, a olhar a organização da actividade económica com outros olhos e com outro espírito.

Seis grupos de trabalho reflectiram sobre quais os desafios mais importantes para Portugal e qual o contributo dos cristãos e suas comunidades, na construção de uma sociedade mais justa, promotora de um modelo de desenvolvimento sustentável.

A reflexão de todos os grupos  acentuou a necessidade de se educar para os valores – como a solidariedade, a criatividade e a responsabilidade; denunciou o seu déficit nos meios da comunicação social, nas relações de trabalho…

Sobra uma pergunta: Como fazer uma educação para os valores numa sociedade altamente mediatizada, com altifalantes de comunicação por todo o lado?…, com mensagens subliminares para as quais muitas vezes não estamos habilitados sequer a discernir., como por  ex. as telenovelas, os programas que os jovens vêem, os jogos que jogam, os programas da Net por onde navegam. Que tipo de valores são transmitidos na Família, na Escola e nos locais de trabalho ? Não são a competitividade e a eficiência, aos quais se sacrificam todos os outros ?

As realidades: a Escola, a Família, o local de trabalho, a empresa, a administração pública, a comunicação social… todos eles são fundamentais porque se interpenetram.

Nós vivemos numa sociedade do materialismo prático que nem sequer se discute. Hoje respiramos esse materialismo, hedonismo, do salve-se quem puder…

É por isso urgente  promover espaços de reflexão que nos ajudem a tomar uma maior consciência destas realidades para contribuirmos para a mudança de mentalidades geradora de umas sociedade mais justa e também criar espaços onde se possam vivenciar os valores por um mundo mais equitativo, mais fraterno e solidário.

Por isso nesta Semana foram apresentadas várias experiências e testemunhos, tais como: A Biofrade, com a agricultura biológica que visitámos no terreno.

A Fundação Solidários: que apoia o desenvolvimento de experiências cooperativas e comunitárias, criando oportunidades para que as crianças, os jovens, os homens e as mulheres sejam protagonistas do seu desenvolvimento pessoal, social e das comunidades, para atingir níveis de bem estar social, cultural e ecológico que respondam às suas aspirações mais profundas, em harmonia com o planeta de que fazem parte.

A Rede Nacional de Consumo Responsável: com estratégias para mudança de hábitos de consumo que contribuem para minorar as situações de desequilíbrios e injustiças, contribuindo para o desenvolvimento sustentável ambiental, através de um consumo mais responsável, consciente e crítico.

O Banco do Tempo que tem por objectivos aproximar as pessoas/quebrar a solidão, ajudar a conciliar a vida familiar com a vida profissional, fazer renascer as relações de vizinhança e aprender a dar e  receber.

O projecto “Igreja Solidária” que visa encontrar respostas, de forma rápida e coordenada, potenciando as capacidades de cada comunidade ou instituição, para não deixar ninguém sem as condições mínimas necessárias de vida.

Cremos em Jesus como nosso Salvador e Salvador de todos; e acreditar n’Ele não nos deixa passivos e indiferentes, mas converte-nos em cidadãos activos por um mundo melhor. Cristo chama-nos a ser semente que cresce (Mt. 13, 31), fermento que transforma (v.33), luz que ilumina (Mt. 5, 14), espada que corta (Mt. 10,34), força que destrói e constrói (Jer. 1, 10). Por nós há que obedecer mais a Deus que aos humanos egoístas (Heb. 4, 19). Queremos ser a Igreja pelos caminhos do mundo libertando-nos da pobreza e chamando os ricos à conversão, em favor do bem comum.

Os valores têm que incarnar. Está ao nosso alcance melhorar substancialmente a qualidade da nossa vida através de uma maior atenção ao desenvolvimento local e do empenhamento na organização dos recursos (de património, humanos, económicos). Porque é que as pessoas hão-de pôr todo o seu dinheiro em depósitos bancários… talvez possam investir em pequenos empreendimentos locais e assumir o risco desses empreendimentos voltados para as necessidades das pessoas e para a produção duma mais valia que traga qualidade de vida ?!

De entre os compromissos assumidos pelos participantes, para apoiar a vivência do que aprenderam destaca-se a criação de uma rede de comunicação e também um Blogue na Net que aborde os conteúdos apresentados e desenvolvidos ao longo desta Semana de Estudos.

Joaquim Batalha





SEMANA DE ESTUDOS 2009

20 08 2009

A Acção Católica Rural do Oeste vai realizar uma Conferência com a economista Dra. Manuela Silva sobre “CAMINHOS PARA UMA MAIOR HARMONIA SOCIAL E AMBIENTAL: Razões históricas e dimensões dos problemas“, na Casa do Oeste, em Ribamar da Lourinhã, na próxima 2ª feira, dia 24 deAgosto/2009, das 10 às 13 horas, no âmbito da XXXIV Semana de Estudos.
Porém, como é um assunto com muita actualidade e, por isso, de muito interesse, abrimos a possibilidade de participar só nessa manhã, mesmo sem querer participar no conjunto dos dias.
Nós pensámos em ti, julgando que te interessa. Será que podes? Se quiseres almoçar também poderás, porque no início perguntamos se querem almoçar.




ACR do OESTE- ASSEMBLEIA DIOCESANA

19 07 2009

P7190014Os trabalhos iniciaram-se com a Oração da Manhã, seguindo-se um momento de formação com intervenção de Acácio F. Catarino, sobre o tema “Caminhos para uma maior harmonia social e ambiental“, procurando responder à questão: “Qual o papel da Igreja, nomeadamente dos leigos, na procura de novos caminhos?“.

Acácio Catarino, numa primeira parte da sua intervenção, abordou as desarmonias graves:desigualdades gritantes (repartição de rendimentos e riqueza, utilização dos recursos naturais, projectos de vida e relacionamento interpessoal) e incapacidades na superação dessas desarmonias. Neste âmbito, lançou a seguinte questão: a religiões, sobretudo as cristãs, actuam predominantemente a favor da harmonia ou da desarmonia?

De um modo geral,, as doutrinas e as práticas religiosas são favoráveis à harmonia; mas ainda subsistem algumas características que são desfavoráveis: a cultura da hierarquização desigualitária, o extremismo e o fundamentalismo, o insuficiente compromisso social do laicado, a falta de “retaguarda” para os leigos mais comprometidos nas estruturas, etc.

Na segunda parte da sua intervenção, esboçou algumas propostas de “caminhos” para a harmonia, a nível pessoal e ao nível dos grupos.

De seguida, pegando nas questões propostas pelo Dr. Acácio Catarino, na intervenção, os grupos estiveram reunidos para reflectir sobre este tema.

Depois da partilha dos grupos e de um almoço sempre apetitoso à moda da Casa do Oeste, o Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, fez uma intervenção sobre este mesmo tema, ajudando-nos a perceber o que, de facto é “harmonia”: «é uma qualidade constitutiva do ser humano e do universo; é fruto e é condição para um completo desenvolvimento para uma plenitude do homem; é realidade e projecto,  porque a harmonia definitiva é sempre um desejo. Esta tensão entre o presente e o futuro, entre a realidade e o desejo é congénita da criação.»

Adiantou que «a harmonia só existe quando a riqueza imensa com que o homem foi criado, quando todas as dimensões do homem tiverem o seu lugar, estiverem a ser valorizadas, a realizar o papel que lhes compete na construção dessa harmonia do conjunto.»

Depois, sublinhou que «a construção da harmonia tem três dimensões: a da pessoa, a do homem que vivem com os outros em sociedade e a do homem com o universo

Terminou, afirmando que «somos chamados a lutar todos os dias a introduzir o que é construtor da harmonia, na desarmonia da sociedade em que vivemos.» [Ler mais]

A Assembleia Diocesana ficou concluída com a Grande Festa da Eucaristia.

1ª Parte da intervenção do Dr. Acácio Catarino:

2ª Parte da intervenção do Dr. Acácio Catarino:





CARDEAL PATRIARCA NA CASA DO OESTE

11 07 2009

d_jose_policarpoO Sr. Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, vai estar na Casa do Oeste, no próximo dia 19 deste mês, domingo à tarde, às 15.30, para uma Conferência sobre «Caminhos para uma maior harmonia social e ambiental – Qual o papel da Igreja, e nomeadamente dos leigos, na busca de novos caminhos».

Depois, preside a Eucaristia, às 17.00 h, para encerrar.

Traz mais alguém contigo a participar nesta Conferência.

É uma ocasião a não perder.





Encíclica de Bento XVI “Caritas in Veritate”

7 07 2009

Caritas_VeritateBento XVI defende na sua terceira encíclica, “Caritas in Veritate” (A caridade na verdade), uma nova ordem política e financeira internacional, para governar a globalização e superar a crise em que o mundo se encontra mergulhado.

No documento, tornado público esta terça-feira, o Papa apresenta como prioridade a “reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitectura económica e financeira internacional”, sentida em especial “perante o crescimento incessante da interdependência mundial”, mesmo no meio de uma “recessão igualmente mundial”.

Ler Mais>> CARITAS IN VERITATE